domingo, 22 de março de 2009

Respeitar as diferenças

Outro dia vi um rapaz numa cadeira de rodas numa dificuldade imensa para se locomover numa rua toda esburacada, precisou ser ajudado. Fiquei pensando no total desrespeito aos portadores de deficiência, lembrando que eles trabalham, estudam e pagam impostos cujo retorno dificilmente é favorável. Também já vi deficientes visuais com habilidades que nem de longe eu possuo. Fiquei pensando no dia a dia de cada cidadão com alguma deficiência e fiquei imaginando a luta diária pela sobrevivência além do desrespeito alheio. Se somos todos seres humanos, deveríamos agir como tal.
Deficiência temos nós que passamos os dias envoltos em nossos próprios problemas pequenos enquanto esses cidadãos, heroicamente, matam um leão por dia em cidades sem infra-estrutura.
Mudando o foco, cada pessoa tem uma característica física e é inadimissível que alguém tente ridicularizar outra pessoa por causa da cor da pele, estatura e inúmeros outros motivos. Todos sangramos, ficamos resfriados precisando usar lenços de papel, vamos ao banheiro, temos necessidade de comida, bebida, sono e sexo, ou seja, somos todos iguais.
O que importa, por exemplo, se fulano ou ciclano é gay? Ele paga suas contas, é feliz com suas escolhas e basta!
Outra atitude revoltante é o desrespeito aos idosos, essa eu confesso não compreender porque é a nossa sina a menos que a morte chegue antes. Estatísticas mostram que o Brasil do futuro será formado por cidadãos idosos, idosos esses cada vez mais capazes de trabalhar, resolver e fazer acontecer além das incontáveis experiências que eles podem nos transmitir. Portanto, vamos ceder os bancos reservados a quem tem direito! Alguém aí não quer ficar velho? Então se jogue de alguma ponte rapidinho, vamos, ande, não perca mais tempo!
Se eu me propor a falar sobre todas as formas de desrespeito ao próximo, acabarei em 2025 e olhe lá.
Se uma pessoa contraiu HIV, o que a faz inferior? Santa ignorância! Ainda não ficou claro que um abraço e um aperto de mão não fará mal a você, mas muito bem à ela?
Em suma, uma sociedade é formada por pessoas diferentes em gostos, aparências e uma série de outras coisas, um deve respeitar o outro, tratá-lo do mesmo modo como deseja ser tratado. Algumas comunidades ainda são formadas por pessoas cujo bem é comum, um exemplo disso são as tribos indígenas. No entanto, a modernidade trouxe uma diversidade de estilos e formas de aprendizado em que cada um possui um diferencial. As opiniões, o modo de encarar a vida e os fatos não são os mesmos, que bom. E viva as diferenças!
Pra quem não souber viver em sociedade, lá vai uma dica, florestas não faltam no Brasil! Boa sorte!
Sandra

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