quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ah esse homem...

Caramba! Se tem uma coisa que me estressa é o fato de mexerem nas minhas coisas, se eu deixei naquele determinado lugar, é lá que deve ficar.Por que? Não posso colocar um pão com manteiga já mordido guardado no freezer? Tá, tudo bem, é estranho, mas é o meu pão com a minha mordida e no meu freezer! Num determinado momento fui pegá-lo e opa! Cadê o meu pão?Putz, outro dia escovei meu cabelo e, como toda mulher que escova o cabelo, ele cai. Imagine você mulher, atrasada pra sair de casa de manhã, deveria ter acordado às 6 e acordou às 7, você tem milhares de coisas pra fazer, entre elas arrumar o cabelo e quando vai escová-lo, pronto, o chão do banheiro fica repleto de fios. Não é que o tal homem apareceu mais tarde lá? Saiu da própria casa, foi até a minha sem que eu estivesse e simplesmente começou a lavar o meu banheiro. Uau! O que faz um fio de cabelo, no meu caso um milhão de fios.O pior está por vir, imagine você chegando em sua casa cansada e, de repente, olha para a parede da cozinha e vê que o rejunte preto está branco. Tudo bem, o rejunte estava descascando e precisava de uma nova mãozinha, mas você escolheu preto e o encontra branco? Advinha quem foi que pintou? Sim, mais uma obra do mesmo homem. Que intrometido!Vocês devem estar se perguntando, mas quem é esse homem? E por que ela permite isso?Esse homem não faz por mal, desde que parou de trabalhar sem nada mais pra fazer enquanto lida com sua hiperatividade, depois de atormentar a esposa, sobe na minha casa e atormenta a filha.Sim, estou falando do meu pai, uma pessoa que com o intuito de ajudar, consegue, mas me irrita também ehehe. Eu poderia tomar inúmeras medidas quanto a isso, mas não com ele.Esse homem é muito importante na minha vida, toda a estrutura que tenho pra enfrentá-la devo a ele.Imaginem um homem que não dormia durante a noite quando eu era criança e ficava doente. Um homem que me deu educação, brigou comigo nos momentos em que eu merecia na intenção de me tornar uma pessoa melhor, sempre esteve preocupado quando eu voltava tarde pra casa e fosse a hora que fosse, lá estava ele pronto pra me ajudar. Quando eu era apenas uma bebê chorona, chorona mesmo, ele deixava minha mãe descansar e me fazia dormir. E nem ficava chateado quando ao me colocar no berço e sair de mansinho, chegando próximo da porta ouvia meus gritos novamente. E olha que essa cena se repetia umas três ou quatro vezes até reinar o silêncio esperado. E ainda acordava cedo pra ir trabalhar! Toda a atenção que dedicou a mim, ele dedica agora ao meu filhinho.Pois é, esse é meu pai Odair Franzoso, uma pessoa digna de receber minha homenagem e o meu muito obrigado.
Sandra

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