segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Blogagem Coletiva - Quebrando o Silêncio













Qualquer tipo de violência é inaceitável e revoltante. Seja contra mulheres, idosos, enfim. Porém, abusos contra crianças, incluindo bebês é uma prática monstruosa.
Eu me sinto enojada a cada novo caso que surge. E pensar que muitos políticos, médicos, militares estão envolvidos. Sabemos que as autoridades estão atentas, mas ainda assim é pouco. Essa prática está crescendo cada vez mais e nós, cidadãos, precisamos unir forças, cada um fazendo sua parte para que o resultado final seja positivo.
Não podemos apenas ler os noticiários e ficarmos lamentando e aguardando ações judiciais, devemos sim aguardá-las, cobrá-las, no entanto, precisamos nos doar um pouco mais também.
Criança deve ter infância: rir, jogar bola, brincar com carrinhos e bonecas, pega-pega, esconde-esconde ou seja lá a brincadeira que for. Para no futuro, se tornar um homem ou mulher de bem, sem traumas, sem marcas e com capacidade de ser um/a educador/a.
Essa é uma causa que precisamos todos abraçar, vamos dizer não à pedofilia, mas mais que isso, vamos participar e denunciar os criminosos.
Eu, como mãe, quero um futuro melhor não apenas para meu filho, mas para todos os pequenos e quando eu não mais existir, quero partir com a certeza de que fiz a minha parte, que não fui mais uma telespectadora dos fatos que ocorrem na vida e, sim, que ocupei um papel maior, fui atuante, buscando melhorias e me sentindo útil.

Segue abaixo algumas informações importantes:

Tendo como principal meio de divulgação a Internet, a pedofilia movimenta milhões de dólares por ano e expõe milhares de crianças indefesas a abusos que nem mesmo adultos suportariam.

Podemos afirmar hoje, a existência de Clubes de Pedofilia! Esses “Clubes” servem para “associar” pedófilos pelo mundo; onde estes podem adquirir Fotos ou Vídeos contendo Pornografia Infantil ou, pior, “contratar” serviços de Exploradores sexuais, fazer Turismo sexual ou mesmo efetivar o Tráfico de menores e aliciá-los para práticas de abusos sexuais. E, pasmem, este circo de horrores é responsável pelo desaparecimento de crianças no mundo inteiro.

Desenvolvemos um trabalho árduo, sem fins lucrativos, no combate ao crime, recebendo e repassando denúncias, com o auxílio de internautas que de algum modo, se viram diante de sites ou imagens contendo pornografia infantil ou pedofilia.

Hoje, a nossa principal missão é a conscientização de internautas (usuários da Internet), políticos (responsáveis pela Legislação do País), as Famílias e a Sociedade como um todo, sobre a situação preocupante, imposta pela ação criminosa através da Internet. Nossas crianças correm o risco real e imediato de serem assediadas via Internet, raptadas para contracenarem em cenas sádicas, doentias, ou ainda, de verem publicadas sua dor, sua angústia pelo sofrimento no abuso ou exploração sexual... Por isso, abrace esta causa.

QUEM DENUNCIA, SALVA!

Fonte: Site Censura. com



Prevenir: saiba como proteger seus filhos em relação à internet.

1 Mantenha o computador em uma área comum da casa. Não deixe no quarto da criança usuária da Internet por ser diferente de um móvel ou de um livro.

2 Acompanhe a criança quando utilizar computadores de bibliotecas.

3 Navegue algum tempo com a criança internauta. Da mesma forma que você ensina sobre o mundo real, guie-o no mundo virtual.

4 Aprenda sobre os serviços utilizados pela criança, observe suas atividades na Internet. Caso encontrem algum material ofensivo, explique o porquê da ofensa e o que pretende fazer sobre o fato.

5 Denuncie qualquer atividade suspeita. Encoraje a criança a relatar atividades suspeitas, ou material indevido recebido.

6 Caso suspeite que alguém on-line está fazendo algo ilegal, denuncie-o às autoridades policiais ou ao site www.censura.com.br.

7 Estabeleça regras razoáveis para a criança. Discuta com ela as regras de uso da Internet, coloque-as junto ao computador e observe se são seguidas. As regras devem, por exemplo, estabelecer limites sobre o tempo gasto na Internet.

8 Se necessário, opte por programas que filtram e bloqueiam sites. Encontre um que se ajuste às regras previamente estabelecidas.
* Indicamos o NetFilter Família.

9 Monitore sua conta telefônica e o extrato de cartão de crédito. Para acessar sites adultos, o internauta precisa de um número do cartão de crédito e um modem pode ser usado para discar outros números, além do provedor de acesso à Internet.

10 Instrua a criança a nunca divulgar dados pessoais na Internet, por exemplo, nome, endereço, telefone, escola e o e-mail em locais públicos, como salas de bate-papo. É a versão moderna do “nunca fale com estranhos”. Recomende que a criança utilize apelidos, prática comum na Internet e uma maneira de proteger informações pessoais.

11 Conheça os amigos virtuais da criança. É possível estabelecer relações humanas benéficas e duradouras na Internet. Contudo, há muitas pessoas com más intenções, que tentarão levar vantagem sobre a criança.

12 Cuide para que a criança não marque encontros com pessoas conhecidas através da Internet, sem sua permissão. Caso permita o encontro, marque em local público e acompanhe a criança.

13 Aprenda mais sobre a Internet. Peça para a criança ensinar a você o que sabe e navegue de vez em quando.

Texto de Anderson e Roseane Miranda



Onde denunciar

Polícia Federal: http://www.dpf.gov.br/
Ministério Público: http://www.prsp.mpf.gov.br/
Interpol: http://www.interpol.int/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um jardineiro fiel

Era uma tarde de inverno, não estava muito frio, mas o sol tímido que se atrevia a aparecer, mal esquentava.

Alexandre resolveu caminhar um pouco pela cidade envolto em seus pensamentos, em seus problemas e formas de resolvê-los. Era um homem bonito, inteligente, irreverente, atrevido, porém, com um coração enorme. Avistou um banco numa praça bonita, cheia de árvores e pássaros que cantavam e voavam livremente. Pensou por uns instantes na vida daqueles bichinhos. Eles eram felizes e não sabiam. Alexandre olhou ao redor, tudo estava calmo. Num banco mais distante havia um casal apaixonado. Noutro duas amigas conversando. Distraído, nem percebeu que no banco em que escolheu pra se sentar, tinha um homem de meia idade. Ele olhou para Alexandre e iniciou uma conversa:

- Você se sentou bem aqui ao meu lado e não sentiu medo, fico contente.

Alexandre olhou para aquele homem cujo rosto era marcado pelo sofrimento e respondeu:

- Por que eu deveria lhe temer?

- Muitas pessoas me olham e escolhem outro banco pra se sentarem. Acham que sou algum tipo de ladrão.

- Eu sei me defender. Mas o senhor não me parece um homem que represente perigo.

Percebendo a atenção do outro, este começou a contar um pouco de sua história:

- Eu sou um homem trabalhador, fui feliz ao lado de minha esposa e filhos. Infelizmente, um acidente de carro levou embora minha família pra sempre. Fiquei sozinho nesse mundo, não tenho parentes. Como ‘desgraça’ pouca é bobagem, perdi meu emprego. Não consegui mais pagar o aluguel e hoje vivo perambulando por aí em troca da caridade de um ou outro que me dá o que comer. Não pense, moço, que eu gosto dessa situação. Procuro emprego. Mas, olhe pra mim. Com minhas roupas rasgadas, não me dão atenção e já me dispensam.

- Vejo que suas roupas estão velhas e rasgadas, mas o senhor não está sujo, nem cheirando mal.

- Bem, isso é porque tem um pequeno shopping aqui perto. Todos os dias, eu vou ao banheiro e dou um jeito de me manter limpo. Até hoje não impediram minha entrada. Alguns vendedores de lojas me servem um lanche de vez em quando e assim sigo minha triste vida.

Alexandre se esqueceu dos seus próprios problemas ao ouvir aquele homem. E disse:

- O senhor me espere aqui. Volto em breve.

Ele achou estranho, mas não tinha mesmo pra onde ir e ali ficou a esperar.

Mais ou menos meia hora depois, Alexandre apareceu com uma sacola e a entregou ao indivíduo que olhava atônito. Quando ele pegou a sacola e a abriu, viu uma calça, uma camisa e um par de tênis novos. Não conseguindo conter a emoção, nada disse, apenas deixou suas lágrimas banharem seu rosto. Depois de um longo tempo, agradeceu.

Alexandre perguntou o nome daquele pobre homem. Era Deus.

- Sei que parece brincadeira, mas esse é mesmo o meu nome. Eu me chamo Deus.

Alexandre riu e fez uma proposta a Deus, o convidou a cuidar de seu jardim. Trabalhar como jardineiro em troca de um salário, comida e um quartinho no lado de fora da casa, nos fundos. E Deus não acreditava no que estava acontecendo, a sorte estava sorrindo novamente pra ele. Claro que aceitou e jurou não decepcionar aquele bondoso rapaz.

E foi assim, o homem teve uma nova chance de ser respeitado por uma sociedade preconceituosa. Enquanto Alexandre, ao se sentar naquele banco de praça numa tarde de inverno, concentrado em sua vida que não estava muito bem, percebeu que todos têm problemas e que a grande maioria nem imagina que se olhar pra trás, verá pessoas em situações muito pior.

Alexandre sabia que podia confiar em seu jardineiro. Algo dentro de si dava a ele essa certeza. Sabia que sua casa estaria em segurança.

Certa vez, alguns meses depois, olhou pela janela de seu quarto e reparou que o jardim estava mais belo, as flores pareciam ter mais vida. Alexandre ficou um tempo a admirar aquela visão e pensou em voz alta: “Não é todo mundo que tem Deus cuidando do seu jardim”. E sorriu satisfeito.